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Polícia

Amazônia em disputa: destruição de dragas pela PF e Ibama expõe força do garimpo ilegal no rio Madeira

Operação Iracema inutiliza estruturas usadas na extração clandestina de ouro em Rondônia e intensifica o combate aos crimes ambientais na Amazônia Legal.

Em Foco Rondônia
Por Em Foco Rondônia
 Amazônia em disputa: destruição de dragas pela PF e Ibama expõe força do garimpo ilegal no rio Madeira
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A Polícia Federal e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizaram, nesta semana, mais uma ofensiva contra o garimpo ilegal de ouro no rio Madeira, em Rondônia. A ação, denominada Operação Iracema, resultou na destruição de 29 dragas, na quinta-feira (25), além de embarcações e motores utilizados na exploração clandestina de minério em áreas ambientalmente protegidas.

Imagens aéreas divulgadas pelos órgãos mostram momentos da operação. Em uma das cenas, agentes da Polícia Federal e do Ibama localizam uma draga que tentava se esconder em um braço do rio Madeira. O cerco montado pelas equipes impediu a fuga dos responsáveis e culminou na inutilização do equipamento. Em outro trecho, uma segunda draga também é destruída. Segundo informações da operação, os equipamentos são frequentemente deslocados para áreas mais isoladas na tentativa de escapar da fiscalização.

As imagens também revelam estratégias utilizadas pelos garimpeiros para dificultar a ação dos órgãos de controle, incluindo a ocultação de equipamentos em áreas de mata próximas ao rio.

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De acordo com a Polícia Federal, a destruição dos maquinários visa desarticular a estrutura logística utilizada pelos grupos que atuam de forma clandestina e predatória na região. A extração irregular de minério provoca impactos ambientais significativos, especialmente nos ecossistemas aquáticos da Amazônia.

Foi instaurado inquérito policial para apurar os fatos, identificar os financiadores das operações criminosas e responsabilizar os executores das atividades ilícitas, conforme a legislação penal e ambiental vigente.

A Polícia Federal e o Ibama informaram que outras medidas legais continuam em andamento e novas ações poderão ser adotadas ao longo das investigações.

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