PORTO VELHO – A crise na saúde municipal de Porto Velho foi exposta novamente nesta semana pelo vereador independente Marcos Combate. Durante uma vistoria na Policlínica Ana Adelaide, o parlamentar documentou um cenário de superlotação, demora excessiva no atendimento e falta de recursos, contrastando a realidade dos pacientes com os milhões gastos pela prefeitura em eventos festivos.
A Realidade nos Corredores
As imagens registradas pelo gabinete do vereador mostram uma sala de espera lotada, com pacientes ocupando até mesmo o chão. O caso mais emblemático relatado foi o de uma mãe que aguardava atendimento desde as 14h30 com sua filha de 6 anos.
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"Minha filha está com suspeita de tuberculose (TB), vomitando e com febre de 38 graus. Já são exatamente 5 horas da tarde e nada", desabafou a moradora, que informou ter vindo da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) para a policlínica acreditando que o atendimento seria melhor, o que não se confirmou.
Triagem e Protocolos Ignorados
Marcos Combate, ao analisar a situação às 16h58, apontou a falha nos protocolos de risco. Segundo ele, pacientes classificados com a pulseira amarela (urgência), que pela Organização Mundial da Saúde (OMS) deveriam ser atendidos em até 60 minutos, estavam enfrentando esperas de até três horas.
"A saúde melhorou? Até hoje está em estado de emergência", criticou o vereador, noting que mesmo com supostas melhorias nas UPAs e no atendimento básico, a demanda reprimida e a falta de médicos continuam sobrecarregando as unidades especializadas.
Gastos com Festas vs. Saúde Básica
A denúncia do vereador vai além da fila de espera. Combate direcionou críticas ao Secretário Municipal de Saúde, Jaime Gazola, e ao Prefeito Léo Moraes. O parlamentar cuestionou o foco da gestão em campanhas preventivas de Carnaval e distribuição de preservativos enquanto faltam médicos e estrutura para atender doenças respiratórias e casos graves.
"No final de semana, a prefeitura gastou 2 milhões em um evento de games. Esse dinheiro poderia estar sendo usado para fortalecer a saúde do município", argumentou Combate. Ele ressaltou que a população paga impostos que sustentam os salários dos políticos e exige, em troca, o mínimo de dignidade e atendimento.
Promessas Não Cumpridas
O vídeo também recupera imagens de arquivo do prefeito Léo Moraes durante a campanha eleitoral, prometendo um "plano de ação" para a saúde em 100 dias, com contratação de médicos e fornecimento de remédios.
"O senhor prometeu na eleição que melhoraria a saúde. O que mudou, a não ser gastar mais de 20 milhões com festas em menos de dois anos?", questionou o vereador, cobrando medidas preventivas e corretivas imediatas para mudar a situação crítica que os porto-velhenses enfrentam diariamente.
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