Socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) denunciaram dificuldades para manter as ambulâncias em operação devido à demora na devolução de macas utilizadas no Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II, em Porto Velho. Segundo os profissionais, o problema compromete a capacidade de resposta das equipes e pode afetar o atendimento de novas ocorrências.
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) denunciaram que enfrentam dificuldades para retornar rapidamente às ruas de Porto Velho após realizarem o transporte de pacientes ao Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II.
Segundo os relatos, as macas utilizadas no transporte permanecem retidas dentro da unidade hospitalar por longos períodos, impedindo que as ambulâncias retomem imediatamente os atendimentos de emergência.
De acordo com os profissionais, enquanto aguardam a devolução dos equipamentos, as equipes permanecem paradas nas dependências do hospital, reduzindo a disponibilidade operacional do serviço de urgência da capital.
Profissionais relatam demora na devolução dos equipamentosSegundo o socorrista André Luiz, uma das equipes permaneceu impossibilitada de retornar ao atendimento após encaminhar um paciente vítima de esfaqueamento ao pronto-socorro.
“Nós viemos mais cedo, retornamos depois e, desde ontem, a maca não foi devolvida pela administração do João Paulo II. Estamos parados desde ontem.”
Conforme o relato, a ocorrência teve início após o atendimento de uma vítima de tentativa de assalto, quando a maca utilizada permaneceu no hospital sem devolução imediata.
Impacto pode reduzir a capacidade de resposta do SamuAs macas fazem parte do conjunto de equipamentos indispensáveis ao funcionamento das ambulâncias do Samu.
Sem esses equipamentos, os veículos ficam impossibilitados de transportar novos pacientes, o que, segundo os profissionais, pode reduzir temporariamente a quantidade de ambulâncias disponíveis para atender ocorrências de urgência e emergência em Porto Velho.
O Samu desempenha papel fundamental no atendimento pré-hospitalar, sendo responsável por prestar os primeiros socorros e encaminhar pacientes em estado grave às unidades de saúde.
Situação levanta preocupação entre profissionaisOs relatos apontam preocupação quanto ao impacto da retenção dos equipamentos na assistência prestada à população.
Segundo os socorristas, a permanência das equipes no hospital aguardando a devolução das macas compromete a agilidade do serviço e dificulta o atendimento de novas chamadas realizadas pela Central de Regulação.
Os profissionais defendem a adoção de medidas que garantam maior rapidez na liberação dos equipamentos, preservando a capacidade operacional do Samu.
Posicionamento oficialAté o momento da publicação desta matéria, não havia posicionamento oficial da direção do Hospital João Paulo II nem da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) sobre as denúncias apresentadas pelos socorristas.
O espaço permanece aberto para manifestação dos órgãos responsáveis. Caso haja resposta, esta reportagem será atualizada.
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