O estudante de educação física Pedro H., de 21 anos, foi preso nesta sexta-feira, 24 de julho de 2026, 5 dias após ser flagrado se masturbando enquanto observava uma vizinha que se exercitava na academia de um condomínio residencial localizado em Feira de Santana, no estado da Bahia. A ordem de prisão preventiva foi cumprida por equipes da Polícia Civil após investigações conduzidas pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher do município, que trata o caso sob segredo de justiça pelo crime de importunação sexual.
De acordo com as informações divulgadas pelas autoridades policiais, o investigado foi localizado e preso enquanto se escondia em uma casa em construção situada no município de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. As apurações apontaram que familiares do suspeito auxiliaram em sua fuga e ocultaram seu paradeiro logo após a repercussão do crime. No momento da abordagem realizada pelos policiais civis, o jovem tentou fugir novamente, correndo pelos escombros da obra em direção a uma área de matagal, mas acabou sendo alcançado e imobilizado pelas equipes. Após a captura, ele foi encaminhado ao sistema prisional do estado, onde permanece à disposição da Justiça, aguardando a realização de audiência de custódia nas próximas horas.
O episódio que motivou a prisão ocorreu no último domingo, 19 de julho de 2026. Na ocasião, a vítima utilizava a esteira da academia do condomínio onde reside e posicionou o celular para gravar um vídeo destinado a suas redes sociais. Ao revisar o material gravado posteriormente, a mulher percebeu que o estudante aparecia nitidamente ao fundo cometendo o ato obsceno enquanto a fitava. Assim que identificou a cena gravada pelas lentes do aparelho, a vítima abandonou o espaço imediatamente e acionou a Polícia Militar. O suspeito, no entanto, fugiu do condomínio antes da chegada da viatura policial. Em depoimento prestado à polícia, a mulher relatou que passou a viver em estado constante de medo após a importunação, sendo obrigada a modificar sua rotina diária e seus hábitos por receio de cruzar novamente com o agressor nas dependências do residencial.
Além do andamento do inquérito policial e das medidas restritivas impostas pelo sistema de justiça criminal, os moradores do condomínio mobilizaram-se e abriram uma votação interna para decidir sobre a possível expulsão formal do estudante do residencial, além de avaliar o ingresso de uma ação judicial coletiva contra o morador. O resultado da consulta realizada entre os condôminos deve ser oficialmente divulgado após o encerramento do prazo de votação.
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