Porto Velho, RO – 22 de janeiro de 2026 — Em uma investigação jornalística que mistura dados oficiais, documentos públicos e denúncias populares, o vereador independente Marcos Combate expõe irregularidades no sistema de cobrança de impostos e taxas municipais em Porto Velho. O foco principal: a cobrança indevida do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e da taxa de coleta de lixo em terrenos sem moradia, além de um suposto superfaturamento no contrato de limpeza urbana.
O caso que começou com um recibo
A reportagem teve início quando o vereador recebeu denúncias de cidadãos que, ao consultarem seus carnês do IPTU, descobriram valores exorbitantes — em alguns casos, mais de R$ 1.700,00 para terrenos baldios. “Isso não é apenas um erro contábil. É uma política de cobrança que atinge quem não tem nada”, afirmou Combate durante entrevista gravada em frente à Prefeitura Municipal.
Um dos documentos apresentados pelo vereador mostra o carnê de uma contribuinte chamada Roberta Pagou, cujo valor do IPTU em 2025 era de R$ 273,74. Já em 2026, sob a gestão do prefeito Léo Moraes, o mesmo imóvel passou a ser cobrado em R$ 1.729,87 — um aumento de quase 600%.
“Se você tem um terreno vazio, por que está pagando IPTU e taxa de lixo? Isso é duplicidade de cobrança”, questionou Combate, mostrando outro carnê de uma moradora da Avenida Sete de Setembro, onde constam dois itens idênticos: “Imposto Predial Urbano” e “Taxa Recolhimento de Lixo”, ambos com valores similares.
A “taxa do lixo” que não deveria existir
Em entrevista exclusiva, Combate explicou que, segundo a legislação municipal, a taxa de coleta de lixo só pode ser cobrada de imóveis ocupados. “Terrenos baldios não geram resíduos. Cobrar isso é ilegal e inconstitucional”, disse.
O vereador ainda destacou que, em 2024, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RO) já havia anulado o contrato da empresa responsável pela coleta de lixo em Porto Velho por irregularidades. O novo contrato, firmado em outubro de 2025 com o Consórcio Eco PVH, foi anunciado como “mais barato” — mas, segundo Combate, os números não batem.
“O antigo contrato custava quase R$ 6 milhões. O novo, R$ 3 milhões. Mas a população está pagando mais. Como isso é possível?” questionou, apontando para uma possível manipulação nos valores e na forma de cobrança.
Superfaturamento e falta de transparência
Segundo dados levantados pela equipe de Combate, o município teria arrecadado quase R$ 36 milhões em 2025 com a taxa de lixo — um número que, na opinião do vereador, “não condiz com a realidade da cidade”.
“Não há como justificar esse volume de arrecadação. Ou o serviço está sendo feito mal, ou estamos sendo enganados”, afirmou.
Combate também criticou a ausência de prestação de contas clara e acessível ao cidadão. “Os dados estão escondidos. As pessoas precisam ir até a prefeitura, enfrentar filas e burocracia para entender o que estão pagando. Isso é inaceitável.”
A resposta da prefeitura e o desafio político
Até o momento, a Prefeitura de Porto Velho não se manifestou oficialmente sobre as acusações. No entanto, fontes próximas ao gabinete do prefeito Léo Moraes sugeriram que o vereador estaria “politizando um assunto técnico” e que “todas as cobranças seguem a legislação vigente”.
Combate rebateu: “Política é o que fazemos quando o povo sofre. Se o prefeito acha que isso é politização, então ele precisa aprender o que é serviço público.”
O vereador ainda lançou um desafio direto ao gestor: “Vai gravar um vídeo e dizer que herdou o problema? Vamos ver. Enquanto isso, nossa equipe está aqui para ajudar quem for vítima dessas cobranças abusivas.”
Como agir? Orientações para os cidadãos
Diante das denúncias, o Gabinete Independente de Marcos Combate disponibilizou um canal de atendimento gratuito para orientar os cidadãos:
✅ Verifique seu carnê do IPTU e compare os valores entre anos. ✅ Confira se há duplicidade entre IPTU e taxa de lixo. ✅ Caso encontre irregularidades, encaminhe cópia do carnê para o gabinete via WhatsApp ou e-mail. ✅ Não pague valores indevidos sem antes consultar um advogado ou procurar o Procon.
“Nossa missão é defender o cidadão. Não vamos permitir que o poder público use a ignorância da população como moeda de troca”, concluiu Combate.
Conclusão: Um alerta para todos
O caso revela um problema estrutural: a falta de transparência e controle nas finanças públicas. O que começa como uma cobrança “inocente” pode se tornar um mecanismo de exploração financeira, especialmente contra os mais vulneráveis.
Com a população cada vez mais consciente e conectada, o papel dos vereadores independentes como Marcos Combate ganha relevância. Eles não são apenas representantes políticos — são fiscalizadores, defensores e, acima de tudo, voz do povo.
Reportagem finalizada em 22 de janeiro de 2026.
Redação: Equipe de Comunicação do Gabinete Independente de Marcos Combate.
Edição: Jornalismo Cidadão — Porto Velho, RO.
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