Após horas de uma reunião em clima tenso, o ex-prefeito Adailton Fúria (PSD) aceitou os nomes para coordenação de sua campanha para o Governo de Rondônia. Serão anunciados Luana Rocha, primeira-dama; Elias Rezende, atual chefe da Casa Civil; e Massud Badra, secretário de Estado da Educação. No primeiro momento, Fúria relutou e tentou justificar que negou o nome de Luana para protegê-la de eventuais ataques na imprensa. Mas ele recebeu um duro recado da primeira-dama: “Não preciso de sua proteção”.
O episódio deixou clara a insatisfação do governador Marcos Rocha e do seu núcleo político com a atitude do ex-prefeito de Cacoal. Nas entrevistas, ele manteve uma certa distância do Governo Marcos Rocha, e no início da corrida pré-eleitoral ensaiou um discurso oposicionista, lamentando falta de investimentos na Segurança Pública e na Saúde. Nos bastidores, Fúria junto com o ex-senador Expedito Junior correram para indicar várias pessoas de confiança do ex-prefeito na Casa Civil, Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e na Secretaria de Estado da Educação (Seduc).
Socorro para Expedito
Mas nem tudo está decidido, pelo menos na cabeça do ex-prefeito. Tão logo recebeu o “comunicado” do triunvirato que coordenará a campanha, Fúria correu para o ex-senador Expedito para que ele convença o governador Marcos Rocha a mudar de ideia. Mas é uma tarefa colossal, já que a própria primeira-dama se impôs no projeto.
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