Apesar de ser um dos principais polos de geração de energia elétrica da região Norte, Rondônia vive um paradoxo que pesa no bolso da população: mesmo produzindo energia em grande escala, a conta de luz segue entre as mais caras do país. Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) apontam que sucessivos reajustes tarifários têm impactado diretamente consumidores atendidos pela Energisa, elevando o custo da energia ao longo dos últimos anos.
Em 2025, por exemplo, foi autorizado um reajuste com impacto de dois dígitos nas tarifas residenciais, refletindo não apenas o aumento no custo da energia, mas também encargos setoriais, custos de transmissão e contratos firmados dentro do sistema elétrico nacional. Esses fatores, somados, ajudam a explicar por que a tarifa final ao consumidor segue em patamares elevados, mesmo em um estado com forte capacidade de geração.
O contraste chama ainda mais atenção pelo fato de Rondônia abrigar importantes usinas hidrelétricas, responsáveis por abastecer não apenas o estado, mas diversas regiões do país. Ainda assim, o modelo do sistema interligado nacional faz com que a energia produzida localmente seja distribuída em nível nacional, impedindo que a população rondoniense tenha acesso direto a tarifas mais baixas.
Especialistas apontam que, além da estrutura do sistema elétrico, pesam na conta de luz tributos estaduais, encargos federais e os próprios custos operacionais da distribuição. O resultado é um cenário de constante insatisfação popular, em que consumidores seguem arcando com contas elevadas mesmo vivendo em uma das regiões que mais geram energia no Brasil.
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