As redes sociais Meta e TikTok concordaram em verificar a veracidade de conteúdos relacionados a travessias de fronteira para a Espanha, segundo comunicou a chefe de tecnologia da Uniao Europeia, Henna Virkkunen. A decisão ocorre depois de uma corrida em massa de imigrantes para o enclave espanhol de Ceuta, vindo de Marrocos, com o objetivo de impedir que redes criminosas usem informações falsas para induzir tentativas de travessia que já provocaram mortes trágicas.
A crise ocorreu em 30 de julho, quando mais de 70 mil imigrantes em potencial invadiram Ceuta em uma onda que resultou em quase 100 mortes. O movimento foi incentivado por vídeos virais, incluindo registros publicados por um veículo de imprensa espanhol para evidenciar as pressões migratórias na região. Como resposta, Meta e TikTok firmaram com a Uniao Europeia a criação de um mecanismo de cooperação com verificadores de fatos dentro dos protocolos de crise.
Ações voluntárias e monitoramento
De acordo com um porta-voz da Comissão Europeia, as plataformas ainda se comprometeram a proibir publicações ligadas ao tráfico de pessoas. As empresas adotam as medidas de forma voluntária para bloquear ou reduzir a prioridade de conteúdos sensíveis, visto que a comissão não impõe remoções obrigatórias, porém mantém diálogo constante com as companhias. Autoridades europeias e a Europol realizam tratativas diárias com as gigantes da tecnologia para monitorar o cenário.
Perguntas Frequentes
Qual foi o motivo do acordo entre a Uniao Europeia, Meta e TikTok?
O pacto foi firmado depois de uma corrida em massa de imigrantes para o enclave de Ceuta, impulsionada por vídeos falsos em redes sociais que incentivaram as travessias ilegais.
Como vai funcionar a verificação de conteúdo nas plataformas?
As empresas criarao um mecanismo ad hoc de escalonamento e cooperação com verificadores de fatos para bloquear ou reduzir o alcance de postagens enganosas.
A Uniao Europeia obriga a exclusão de conteúdos pelas redes sociais?
Nao. As plataformas agem de forma voluntária por meio de diálogo com a Comissão Europeia, sem obrigatoriedade legal de remoção de postagens.
Com informações de Inti Landauro – repórter da Reuters
Fonte: News Rondônia
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