O ministro Flávio Dino, do STF, enviou nesta 29 um ofício ao presidente da Corte para solicitar a identificação de todos os precatórios pagos de forma irregular nos últimos anos. A medida busca viabilizar providências dos órgãos competentes para garantir o ressarcimento ao erário público. O documento ressalta que as investigações sobre o antigo Banco Master revelaram fortes indícios de ilegalidades na expedição de títulos em favor do setor sucroalcooleiro.
Dino reiterou o voto proferido em março em uma ação na qual a AGU solicitou a anulação de precatórios avaliados em 5 bilhões de reais, emitidos pelo TRF da 1ª Região. Segundo o magistrado, o cancelamento de títulos isolados não é suficiente, sendo imprescindível desarticular uma suposta organização criminosa que atua no recebimento irregular desses créditos judiciais ao longo de vários anos.
As apurações ganharam repercussão depois de a revelação de um acordo de 427 milhões de reais entre o Banco Master e o escritório da advogada Camilla Ramos, esposa do desembargador Newton Ramos, alvo de investigação no CNJ. O escritório envolvido declarou possuir contrato formal com a instituição financeira, porém negou ter recebido pagamentos a título de pró-labore ou de êxito, ressaltando que a taxa acordada de 5% está abaixo do limite legal. Além disso, o acesso da PF ao celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro apontou menções a um grupo denominado Turma do KN, o que levou o ministro Nunes Marques a negar qualquer tipo de contato ou autorização para uso de seu nome.
Perguntas Frequentes
O que motivou o envio do ofício pelo ministro Flávio Dino no STF? O documento foi enviado para exigir a identificação de precatórios pagos irregularmente e garantir o ressarcimento aos cofres públicos depois de fraudes ligadas ao setor sucroalcooleiro.
Qual era o valor dos precatórios questionados em ação da AGU? A ação solicitou o cancelamento de títulos avaliados em 5 bilhões de reais emitidos pelo TRF da 1ª Região.
Quais foram as alegações do escritório citado nas investigações da PF? A defesa confirmou a existência de um contrato formal para atuação em processos de precatórios, porém negou o recebimento de valores de êxito e ressaltou que a taxa acordada seguiu os parâmetros legais.
Com informações de André Richter – Repórter da Agência Brasil
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se