O motorista de uma caminhonete envolvida no acidente que matou o comerciante Everton Chalito de Moura, de 38 anos, em Vilhena, foi identificado e preso em flagrante pela PC e pela PM menos de 24 horas depois de o sinistro. A colisão aconteceu por retorna das 23h20 de sexta-feira, no cruzamento da Avenida Pedro Álvares Cabral com a Rua Manaus, no bairro 5º BEC. Everton pilotava uma Honda CG Titan e estava acompanhado da esposa quando a motocicleta foi atingida pela picape que, conforme as primeiras informações da investigação, avançou a sinalização de parada obrigatória e entrou na via preferencial.
O comerciante foi socorrido pelos bombeiros e encaminhado com vida ao Hospital Regional de Vilhena, porém morreu pouco depois em razão da gravidade dos ferimentos. A esposa dele sofreu lesões e precisou de atendimento médico. Após a batida, o condutor da caminhonete fugiu em alta velocidade sem permanecer no local e sem prestar socorro às vítimas. A identificação do veículo iniciou ainda no decorrer de a madrugada, quando policiais militares analisaram imagens de câmeras de videomonitoramento existentes nas proximidades do cruzamento.
Assim que a ocorrência chegou à PC, as equipes trabalharam na identificação do veículo e de seu responsável. Com auxílio do núcleo de inteligência da PM, os investigadores cruzaram as imagens disponíveis, levantaram características específicas da caminhonete e analisaram possíveis trajetos de fuga. Durante a tarde de sábado, o veículo foi encontrado em uma residência na área urbana de Vilhena apresentando avarias compatíveis com a colisão, sendo recolhido para perícia na UNISP.
No início da noite de sábado, um homem de 31 anos compareceu à Delegacia de Polícia Civil acompanhado de um advogado. Depois da análise das provas e dos depoimentos, a autoridade policial ratificou a prisão em flagrante. O suspeito foi indiciado, em tese, pelos crimes de homicídio culposo e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, com a causa de aumento de pena relacionada à omissão de socorro, conforme o CTB. A PC reforçou que permanecer no local e prestar assistência é um dever legal que evita o agravamento das sanções penais. Everton era proprietário de uma lanchonete com serviço de delivery no bairro Bela Vista e deixou 2 filhos pequenos.
Com informações de Rondonia em Pauta
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