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Terça-feira, 28 de Julho 2026
Rondônia

MPRO obtém condenação de nove envolvidos em caso de tortura em unidade prisional de Ouro Preto do Oeste

Sentença reconhece prática de tortura contra pessoa privada de liberdade; Ministério Público recorre para aumentar as penas e reverter absolvição de um dos acusados.

Em Foco Rondônia
Por Em Foco Rondônia
MPRO obtém condenação de nove envolvidos em caso de tortura em unidade prisional de Ouro Preto do Oeste
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O Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), por meio da Promotoria de Justiça de Ouro Preto do Oeste, obteve a condenação de nove acusados por participação em um caso de tortura ocorrido no interior de uma unidade prisional do município. A decisão foi proferida pela 1ª Vara Criminal de Ouro Preto do Oeste em ação penal que apurou a submissão de uma pessoa privada de liberdade a intenso sofrimento físico e psicológico.

De acordo com a sentença, ficou comprovado que a vítima foi submetida a sucessivas agressões físicas praticadas por outros detentos que dividiam a mesma cela. As lesões foram confirmadas por exame de corpo de delito e por outras provas reunidas durante a investigação e a instrução processual.

Com base nos elementos apresentados, a Justiça reconheceu a prática do crime de tortura, previsto na Lei nº 9.455/1997, e condenou nove dos dez denunciados.

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As penas aplicadas variam entre 2 anos e 4 meses e 3 anos e 8 meses de reclusão. Dois réus receberam pena de 3 anos e 8 meses, três foram condenados a 2 anos e 8 meses, enquanto outros quatro tiveram penas fixadas em 2 anos e 4 meses de prisão.

O Ministério Público informou que já interpôs recurso para reverter a absolvição de um dos acusados e solicitar o aumento das penas impostas aos condenados. Segundo o órgão, a gravidade dos fatos, a intensidade da violência empregada e as circunstâncias do crime justificam sanções mais rigorosas.

A Promotoria de Justiça de Ouro Preto do Oeste destacou que o combate à tortura e a qualquer forma de violência contra pessoas custodiadas pelo Estado é uma prioridade institucional. O MPRO reafirmou seu compromisso com a proteção dos direitos fundamentais, a responsabilização dos autores e a defesa da ordem jurídica.

Por tramitar em segredo de justiça, o processo teve preservadas todas as informações que possam levar à identificação da vítima e dos envolvidos.

FONTE/CRÉDITOS: Capital Rondônia

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