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Quarta-feira, 12 de Agosto 2026
Rondônia

MPRO propõe reestruturação do atendimento a adolescentes em medidas socioeducativas em Porto Velho

Projeto prevê novos núcleos técnico e administrativo para melhorar o acompanhamento de cerca de 250 adolescentes que cumprem medidas em meio aberto na capital.

Em Foco Rondônia
Por Em Foco Rondônia
MPRO propõe reestruturação do atendimento a adolescentes em medidas socioeducativas em Porto Velho
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O Ministério Público de Rondônia (MPRO) apresentou, nesta terça-feira (11/8), ao Município de Porto Velho, uma proposta de reestruturação orgânica e administrativa do Serviço de Medidas Socioeducativas em Meio Aberto (MSEMA). O serviço acompanha adolescentes aos quais foi atribuída a prática de ato infracional e que receberam do Judiciário medidas de prestação de serviços à comunidade ou liberdade assistida.

A proposta foi apresentada durante reunião que contou com a participação do Procurador-Geral de Justiça, Alexandre Jésus de Queiroz Santiago; do prefeito de Porto Velho, Léo Moraes; do secretário de Inclusão e Assistência Social (Semias), Paulo Afonso; e do secretário-geral de Governo, Sérgio Paraguassu.

A apresentação do projeto foi realizada pelo coordenador do Grupo de Atuação Especial de Direitos Humanos (GAEDH), promotor de Justiça Éverson Antonio Pini, responsável pela iniciativa.

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Proposta prevê reorganização do serviço

Segundo o promotor, a reformulação começaria pela estrutura administrativa na qual o MSEMA está inserido. Atualmente, o serviço é ofertado pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), vinculado à Semias.

A proposta prevê que a atual coordenação seja dividida em dois setores: Núcleo Técnico e Núcleo Administrativo. A medida busca organizar as funções, padronizar os fluxos de trabalho e melhorar o acompanhamento socioeducativo.

Atualmente, aproximadamente 250 adolescentes cumprem medidas socioeducativas em meio aberto em Porto Velho.

O Núcleo Técnico ficaria responsável pelo acompanhamento dos adolescentes, pela elaboração do Plano Individualizado de Atendimento (PIA) e pela articulação com a rede de serviços. A estrutura contemplaria profissionais das áreas de Psicologia, Orientação Social, Serviço Social, Pedagogia e Jurídico.

Já o Núcleo Administrativo teria como atribuições a gestão documental, o controle de prazos, os fluxos internos e o suporte operacional, incluindo os setores de Secretaria, Transporte e Logística.

Alinhamento com normas nacionais

De acordo com o MPRO, a proposta está alinhada às diretrizes do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) e do Sistema Único de Assistência Social (Suas), buscando atender aos requisitos legais e técnicos relacionados à execução das medidas de liberdade assistida e prestação de serviços à comunidade.

Para o coordenador do GAEDH, a reestruturação pretende tornar o serviço mais eficiente, interdisciplinar e humanizado, garantindo melhores condições para o acompanhamento dos adolescentes e de suas famílias.

O Procurador-Geral de Justiça, Alexandre Jésus de Queiroz Santiago, destacou que a iniciativa tem caráter colaborativo e busca contribuir para o aprimoramento de uma política pública voltada à proteção integral dos adolescentes.

Prefeitura anuncia parceria

Após a apresentação, o prefeito Léo Moraes informou que o Município pretende estabelecer uma parceria com o MPRO para desenvolver o trabalho de reestruturação do organograma do serviço.

Segundo o prefeito, a iniciativa busca enfrentar dificuldades históricas no atendimento socioeducativo em meio aberto e construir soluções conjuntas entre as instituições.

A proposta agora deverá ser discutida entre o Ministério Público e a Prefeitura de Porto Velho, com foco no aperfeiçoamento da estrutura e na melhoria dos serviços oferecidos aos adolescentes que cumprem medidas socioeducativas na capital.

FONTE/CRÉDITOS: Elizama Paes

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