Candidato escolhido por Jair Bolsonaro afirma que sua voz foi reproduzida com inteligência artificial para espalhar fake news na reta final e divulga medidas contra responsáveis pela criação e divulgação do conteúdo
“Chega! Já deu!”
Foi com indignação que Bruno Scheid (PL) reagiu, na noite desta quarta-feira (30), à circulação de um áudio atribuído a ele nas redes sociais e em grupos de WhatsApp. O candidato ao Senado negou de forma categórica ser o autor da gravação e afirmou que sua voz foi reproduzida com inteligência artificial para criar uma fake news justamente nos últimos dias antes da eleição.
Para Bruno, o momento escolhido para espalhar o material não é coincidência. Faltando poucos dias para a votação, o candidato avalia que adversários estão recorrendo a ataques cada vez mais baixos na tentativa de atingir sua imagem, provocar dúvidas entre os eleitores e interferir na reta final da campanha.
“Eu jamais falaria qualquer coisa semelhante ao que acabei de ver. É tão baixo e tão criminoso. Eu não consigo pensar como alguém consegue criar tal coisa para tentar me atribuir uma fala que eu jamais, jamais seria capaz de fazer”, afirmou.
A reação ocorre no momento em que Bruno chega à fase decisiva da disputa ocupando posição de destaque em levantamentos eleitorais. Na pesquisa Veritá divulgada em 26 de setembro, o candidato apareceu como primeira escolha para o Senado, com 38,5% dos votos válidos nesse recorte. No voto consolidado, que considera as duas escolhas do eleitor, foi citado por 47,1% dos entrevistados.
Escolhido por Jair Bolsonaro para disputar uma das duas vagas de Rondônia no Senado, Bruno considera que o crescimento de sua candidatura e a proximidade das urnas ajudam a explicar a escalada dos ataques.
Na avaliação do candidato, quando o debate político dá lugar à fabricação de conteúdo e à tentativa de colocar palavras na boca de um adversário, a disputa ultrapassa os limites do confronto eleitoral. E Bruno deixou claro que não pretende assistir calado.
“Nós vamos atrás de quem criou esse vídeo. Atrás de quem criou a minha voz por inteligência artificial. Nós vamos atrás de cada um de vocês”, avisou.
Bruno afirmou ainda que o conteúdo já estaria sendo espalhado em grupos de WhatsApp por pessoas ligadas a candidaturas adversárias. Segundo ele, sua equipe buscará identificar não apenas a origem do material, porém ainda aqueles que participaram de sua disseminação.
O episódio ainda acende um alerta para os apoiadores de Bruno nesta reta final: com a eleição batendo à porta, conteúdos espalhados rapidamente pelas redes sociais e aplicativos de mensagens podem ser utilizados como arma para tentar confundir o eleitor antes que haja tempo para uma reação.
Bruno foi ainda mais duro ao falar sobre quem, segundo ele, produziu o material.
“Quem tem coragem de criar um vídeo criminoso como esse tem coragem de mais o quê? Roubar dinheiro público? Desviar dinheiro público?”, questionou.
Em outro momento, o candidato associou diretamente o episódio à disputa pelo poder e afirmou que os ataques não serão suficientes para fazê-lo recuar.
“Não vão conseguir me intimidar, não vão colocar este homem de cabeça para baixo. O que vocês estão fazendo é criminoso, é baixo”, afirmou.
Para Bruno, o ataque na reta final indica justamente o contrário do efeito pretendido: adversários estariam demonstrando preocupação com sua força eleitoral quando faltam poucos dias para os rondonienses escolherem seus dois representantes no Senado.
O candidato encerrou sua manifestação prometendo levar o caso até as últimas consequências dentro da lei.
“Nós vamos atrás de cada um que criou isso”, reforçou.
E deixou um último alerta aos eleitores diante do que classificou como uma tentativa desesperada de interferir na eleição por meio de fake news:
“Fiquem atentos! Pelo amor de Deus, fiquem atentos!”
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