A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Rondônia (FICCO/RO) deflagrou nesta sexta-feira (14) a Operação Ouroboros, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar na lavagem de dinheiro proveniente de fraudes eletrônicas contra instituições financeiras.
A investigação aponta que o grupo, sediado em Porto Velho, teria desenvolvido um esquema para receber, ocultar e reinserir no mercado valores obtidos ilegalmente. Segundo a Polícia Federal, apenas um dos episódios investigados, ocorrido em setembro de 2025, teria provocado um prejuízo estimado em R$ 30 milhões às instituições financeiras.
De acordo com as investigações, os suspeitos recrutavam terceiros para ceder contas bancárias utilizadas no recebimento dos recursos. Os valores eram posteriormente pulverizados entre diferentes contas, convertidos em criptoativos e, depois, retornavam ao mercado formal.
Como parte das medidas determinadas pela Justiça, também foram identificados veículos e embarcações de alto valor que passaram a ser alvo de sequestro e indisponibilidade patrimonial.
Prisões e buscas
A operação cumpre oito mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão, todos em Porto Velho. As ordens foram expedidas pela 2ª Vara de Garantias da Comarca de Porto Velho, do Tribunal de Justiça de Rondônia.
A Justiça também autorizou o bloqueio de valores em contas bancárias até o limite de R$ 30 milhões, além do sequestro de veículos e embarcações e do bloqueio de ativos virtuais mantidos em corretoras de criptomoedas.
A ofensiva mobilizou aproximadamente 105 agentes de segurança pública. Participaram da ação equipes da Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal Estadual e Polícia Penal Federal, além do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/RO).
Entre as unidades da Polícia Civil envolvidas estão a DERF, DECCON, DERFRVA, DEDSP, DEFRAUDE, DAF, DHPP e DEAM.
Investigação continua
A Operação Ouroboros busca interromper o fluxo financeiro utilizado pela organização criminosa e identificar a extensão do esquema, incluindo outros possíveis envolvidos e o destino dos recursos.
A FICCO/RO informou que a investigação apura fatos ocorridos entre 2025 e 2026 e que as medidas patrimoniais têm como finalidade impedir que os valores e bens supostamente relacionados aos crimes sejam ocultados ou transferidos.
As investigações seguem em andamento.
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