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Política

Professores da Prefeitura de Porto Velho farão greve em fevereiro se não for suspenso contratos de 86 milhões com fundações de SP e MG

A política educacional da atual gestão municipal voltou ao centro do debate público após uma manifestação realizada na manhã desta segunda-feira (05/01/2026), em frente ao Prédio do Relógio, sede do Poder Público Municipal.

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Por Em Foco Rondônia
Professores da Prefeitura de Porto Velho farão greve em fevereiro se não for suspenso contratos de 86 milhões com fundações de SP e MG
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Porto Velho (RO) — A política educacional da atual gestão municipal voltou ao centro do debate público após uma manifestação realizada na manhã desta segunda-feira (05/01/2026), em frente ao Prédio do Relógio, sede do Poder Público Municipal. Cerca de 200 professores independentes, não vinculados a sindicatos, protestaram contra o que classificam como falta de valorização da categoria e descaso com a educação pública municipal.

Vestidos inteiramente de preto, os professores afirmaram que o ato simbólico representou o luto da educação pública de Porto Velho, após, segundo eles, terem sido enganados pelo prefeito Léo Moraes e pelas entidades sindicais. A indumentária reforçou o clima de indignação e revolta diante do que os manifestantes classificam como promessas não cumpridas e acordos que não beneficiaram quem está em sala de aula.

Os manifestantes criticaram duramente a condução da gestão municipal em relação aos recursos da educação. De acordo com o grupo, enquanto os técnicos educacionais receberam um abono único de R$ 500, os professores não receberam qualquer valor, medida que foi classificada como uma “esmola” e vista como tentativa de silenciar parte da categoria.

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Além da cobrança pelo abono e pelo rateio do FUNDEB, os professores exigiram a suspensão imediata dos contratos firmados com fundações dos estados de São Paulo e Minas Gerais, que somam aproximadamente R$ 86 milhões, custeados com recursos da educação municipal.
Segundo os manifestantes, esses contratos apresentam fortes indícios de superfaturamento e retiram recursos que deveriam ser investidos diretamente na valorização dos profissionais da educação.

“Esse dinheiro deveria estar sendo aplicado com quem realmente sustenta a educação municipal, dentro das salas de aula. Há indícios graves de superfaturamento, e isso precisa ser investigado”, afirmou Samuel Costa, advogado dos professores não sindicalizados.

Outro ponto de crítica foi o pagamento do retroativo do piso nacional do magistério, que, segundo os educadores, não gerou benefícios concretos para a maioria da categoria.
“Esse pagamento acabou beneficiando apenas os sindicatos e os escritórios de advocacia. Na prática, a educação foi saqueada, e o professor continuou desvalorizado”, desabafou Taliana, professora e pedagoga da rede municipal de ensino de Porto Velho (PMPV).

A manifestação ocorreu de forma pacífica, mas com tom firme e simbólico. Os professores afirmaram que a mobilização marca o início de uma nova etapa de enfrentamento político e jurídico em defesa da educação pública municipal, prometendo novas ações caso a gestão não reveja suas decisões, não suspenda os contratos questionados e não promova a valorização real dos profissionais da educação.

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