Rondônia volta a entrar em um período de atenção com a chegada da estiagem. A previsão climática indica redução das chuvas, temperaturas elevadas e um ambiente cada vez mais propício à ocorrência de queimadas em diversas regiões do estado. O cenário preocupa autoridades ambientais, profissionais da saúde e a população, principalmente após os impactos registrados nos últimos anos.
A combinação de calor intenso, baixa umidade do ar e vegetação seca cria as condições ideais para a propagação do fogo. Além dos prejuízos ambientais, as queimadas provocam um aumento expressivo da fumaça, reduzindo a qualidade do ar e agravando doenças respiratórias, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com problemas crônicos de saúde.
Nos últimos períodos de estiagem, Rondônia enfrentou dias em que a fumaça encobriu cidades inteiras, afetando o funcionamento de escolas, prejudicando atividades ao ar livre e aumentando a procura por atendimento médico nas unidades de saúde.
Especialistas também alertam para os impactos econômicos. Incêndios descontrolados podem atingir propriedades rurais, destruir pastagens, comprometer lavouras e causar prejuízos à produção agropecuária, um dos principais motores da economia estadual.
A orientação é para que a população evite qualquer tipo de queima durante o período seco. Mesmo pequenas fogueiras ou queimadas para limpeza de terrenos podem sair do controle e provocar grandes incêndios.
Com a previsão de uma estiagem prolongada, órgãos ambientais e de defesa civil deverão intensificar ações de fiscalização, monitoramento e conscientização. A expectativa é de que os próximos meses exijam atuação integrada entre poder público e sociedade para reduzir os impactos de um dos períodos mais críticos do ano para Rondônia.
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