Quem acompanhou o primeiro debate para o Governo de Rondônia, realizado na terça-feira (18) pela Rondovisão TV, afiliada da Band, percebeu que o confronto entre Samuel Costa e Expedito Netto foi muito além das propostas.
Houve críticas, indiretas e cobranças. Mas essa tensão não iniciou diante das câmeras. Ela vem sendo construída desde 2025. A Caminhada da Esperança nasceu com a proposta de reunir diferentes forças do campo progressista. Samuel Costa ainda buscava, naquele momento, espaço como pré-candidato ao Governo.
E posso afirmar isso não apenas como observador: eu estava presente em um dos encontros da Caminhada da Esperança, realizado em 2025, na Câmara Municipal de Ariquemes. Na ocasião, Samuel Costa não foi chamado para compor a mesa nem recebeu espaço para falar. Presenciei sua reação e seu descontentamento. O episódio acabou contribuindo para que ele deixasse o evento.
Horas antes do debate, Samuel Costa afirmou que Expedito Netto teria tentado “puxar seu tapete” e ainda prejudicar a candidatura ao Senado de Neidinha Suruí, do PSB. O debate apenas colocou diante das câmeras uma disputa que já vinha acontecendo longe delas.
Costa retornou a mirar Expedito e ainda citou integrantes do PT, entre eles Ernesto Ferreira, presidente estadual da legenda. O confronto apontou que a disputa não é apenas eleitoral. Existe uma briga por espaço e pela narrativa do campo progressista em Rondônia.
O primeiro debate deixou uma mensagem clara: Samuel Costa e Expedito Netto ainda têm uma história política para acertar e essa história agora está sendo contada diante do eleitor.
A Caminhada da Esperança iniciou tentando reunir forças. No primeiro debate, pelo menos entre Samuel e Expedito, a caminhada virou disputa pelo caminho. E ainda há muitos capítulos pela frente.
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