Porto Velho (RO) – Hoje completa um ano desde que a gestão do prefeito Léo Moraes iniciou intervenções na Avenida Rio de Janeiro, uma das principais vias da capital. Passados doze meses, o que motoristas, comerciantes e moradores relatam é um cenário distante do prometido: obras inacabadas, buracos espalhados ao longo da via e prejuízos à mobilidade urbana.
Desde o início das intervenções, a avenida tem sido palco de sucessivas interdições parciais, desvios improvisados e longos períodos sem trabalhadores nos canteiros. Em diversos trechos, o asfalto foi removido, mas a recomposição não foi concluída, resultando em crateras que colocam em risco veículos e pedestres.
“Todo dia é um sufoco. Já perdi pneu, suspensão, fora o trânsito que só piora”, relata um motorista que utiliza a via diariamente para ir ao trabalho. Comerciantes da região também afirmam que houve queda no movimento, causada pela dificuldade de acesso aos estabelecimentos.
A Avenida Rio de Janeiro é um corredor estratégico para o deslocamento entre bairros populosos e áreas comerciais da cidade. A expectativa da população era de que as obras trouxessem melhorias definitivas, mas, até o momento, faltam prazos claros, informações detalhadas e resultados visíveis.
Especialistas em mobilidade urbana alertam que intervenções prolongadas sem planejamento adequado ampliam os impactos negativos, gerando congestionamentos, desgaste da infraestrutura e insatisfação popular.
Um ano depois do início das obras, a sensação predominante é de frustração. Porto Velho cobra mais do que promessas: cobra gestão, planejamento e execução eficiente. A cidade precisa de um gestor que entregue resultados concretos e respeite o direito da população a vias seguras e funcionais.
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