Desde a criação da urna, em 1996, o equipamento evoluiu para incorporar mecanismos que facilitam o exercício da cidadania de forma autônoma e segura. Entre os recursos tradicionais mantidos e aprimorados estão o teclado mecânico com alto relevo, clique audível, marcações em braile e a sintetização de voz por meio de fones de ouvido fornecidos obrigatoriamente pela Justiça Eleitoral no dia do pleito, que guiam o eleitor cego ou com baixa visão por todo o processo de votação.
Direitos garantidos e atendimento prioritário
A legislação eleitoral assegura que o eleitor com deficiência ou neurodivergência possa ingressar na cabine acompanhado por uma pessoa de sua confiança para auxiliar no momento do voto, inclusive na digitação, sem necessidade de autorização prévia junto à justiça, bastando a comunicação ao presidente da mesa receptora. A Resolução número 23.759 de 2026 do TSE ainda reforça o atendimento prioritário para pessoas com autismo, dispensando a apresentação de laudo médico ou cadastro prévio.
No dia da votação, a ordem de preferência na fila estabelece que pessoas com mais de oitenta anos têm prioridade absoluta sobre os demais eleitores. Na sequência, por ordem de chegada, o atendimento preferencial contempla idosos em geral, pessoas com deficiência, autistas, gestantes, pessoas obesas, indivíduos com crianças de colo e, por fim, doadores de sangue que comprovem doação recente com menos de cento e vinte dias.
Perguntas Frequentes
Quais são as principais novidades de acessibilidade incorporadas na urna eletrônica em 2026? Entre os destaques estão uma nova fonte de caracteres para pessoas com baixa visão e a ampliação da interpretação em Libras para votos brancos, nulos e de legenda.
É permitido utilizar fones de ouvido próprios para ouvir as orientações da urna eletrônica? Não. Por questões de segurança e padronização, o eleitor deve utilizar exclusivamente os fones de ouvido fornecidos pela Justiça Eleitoral na seção.
Como funciona o direito de ser acompanhado por outra pessoa na cabine de votação? O eleitor com deficiência ou necessidade específica pode escolher uma pessoa de confiança para auxiliá-lo, comunicando apenas o presidente da mesa no dia.
Com informações de Patrícia Serrão e Raíssa Saraiva – Repórteres da Radioagência Nacional
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