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Quarta-feira, 15 de Julho 2026
Rondônia

MPF investiga falha nacional em transferências escolares após morte de adolescente

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou uma investigação para apurar possíveis falhas no sistema de transferência escolar entre os estados brasileiros

Em Foco Rondônia
Por Em Foco Rondônia
MPF investiga falha nacional em transferências escolares após morte de adolescente
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O Ministério Público Federal (MPF) instaurou uma investigação para apurar possíveis falhas no sistema de transferência escolar entre os estados brasileiros e avaliar a necessidade de criação de normas nacionais que garantam o acompanhamento de crianças e adolescentes durante esse processo. A iniciativa foi motivada pelo caso da adolescente Marta Isabelle, morta em Porto Velho (RO) após sofrer tortura e maus-tratos no ambiente familiar, e tem como objetivo evitar que situações semelhantes se repitam.

A investigação busca identificar se existe uma falha na comunicação entre as redes estaduais de ensino que permita que estudantes deixem de frequentar a escola após uma solicitação de transferência, sem que os órgãos públicos sejam alertados para realizar a busca ativa.

No caso de Marta Isabelle, o pai informou que a adolescente seria transferida da rede estadual de ensino de Rondônia para a Paraíba. Entretanto, não havia um mecanismo nacional capaz de confirmar se a matrícula foi efetivamente concluída no estado de destino. Para o MPF, caso esse controle existisse e fosse constatado que a estudante não ingressou na nova escola, seria possível acionar a busca ativa e, se necessário, os órgãos de proteção e segurança para localizar a adolescente.

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Como primeiras medidas, o MPF encaminhou ofícios à Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC) e ao Conselho Nacional de Educação (CNE), solicitando esclarecimentos sobre o funcionamento das transferências interestaduais de estudantes, a existência de normas específicas para esses casos e quais procedimentos são adotados quando o aluno não efetiva a matrícula na escola de destino. Os órgãos terão prazo de 15 dias úteis para responder.

Caso seja constatada a inexistência de uma regulamentação nacional, o MPF poderá recomendar ao MEC e ao CNE a criação de diretrizes que tornem obrigatória a comunicação entre os sistemas estaduais de ensino. A proposta é fortalecer a busca ativa escolar e ampliar a proteção de crianças e adolescentes em todo o país.

Fonte: Ministério Público Federal (MPF).

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