A distribuição do Fundo Eleitoral começa a se transformar em um problema político para Adailton Fúria dentro do próprio PSD. Dados informados à Justiça Eleitoral mostram que o candidato ao Governo recebeu R$ 5 milhões, enquanto sua esposa, Joliane Fúria, recebeu outros R$ 1,5 milhão para a disputa à Câmara Federal.
Juntos, os dois concentram R$ 6,5 milhões dos R$ 10,5 milhões destinados pela Direção Nacional do PSD às candidaturas de Rondônia — aproximadamente 61,9% de todo o recurso.
Distribuição provoca insatisfação
O que chama atenção é a diferença entre os repasses aos demais candidatos da legenda. Enquanto Joliane recebeu R$ 1,5 milhão, Jaqueline Cassol ficou com R$ 1 milhão, Rosária Helena e Pastor Evanildo receberam R$ 800 mil cada, e Daniel Pittbull, Adilson Honorato, Fernando Vilas Blueray e Junior Lopes Becão aparecem com R$ 100 mil cada.
A concentração dos recursos, principalmente entre os candidatos que disputam vagas para a Câmara Federal, alimenta insatisfações internas e questionamentos sobre os critérios adotados pelo partido. O cenário pode aumentar o desgaste dentro da legenda justamente na reta decisiva da campanha.
Fúria também perde terreno na corrida pelo Governo
A situação ganha ainda mais peso diante do cenário eleitoral. Na pesquisa Phoenix divulgada em 8 de setembro, Marcos Rogério aparece na liderança, com 24,3%, seguido por Hildon Chaves, com 21,7%, e Adailton Fúria, com 17,3%.
Com isso, Hildon passou numericamente Fúria e assumiu a segunda colocação no levantamento.
A pesquisa ouviu 1.123 eleitores entre 3 e 6 de setembro, com margem de erro de 2,9 pontos percentuais.
Racha interno pode virar problema eleitoral
O cenário coloca Marcos Rogério, Hildon Chaves e Adailton Fúria como os três nomes mais bem posicionados na disputa pelo Palácio Rio Madeira, mas em momentos diferentes da corrida.
Enquanto Marcos permanece na liderança, Hildon avança e Fúria precisa recuperar espaço. Ao mesmo tempo, o candidato do PSD enfrenta questionamentos sobre a distribuição dos recursos dentro da própria legenda.
A grande incógnita agora é se a insatisfação ficará restrita aos bastidores ou chegará às ruas, aos palanques e às urnas.
Com a eleição entrando em sua fase decisiva, Fúria terá de administrar dois desafios ao mesmo tempo: conter o desgaste dentro do PSD e recuperar terreno na disputa pelo Governo. Qualquer perda de apoio entre os próprios aliados pode se tornar um obstáculo na tentativa de voltar à segunda posição e se aproximar de Marcos Rogério.
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