PORTO VELHO – O vereador Marcos Combate divulgou, nas redes sociais, um vídeo em resposta aos acontecimentos da sessão plenária de ontem na Câmara Municipal de Porto Velho. No vídeo, o parlamentar aborda uma divergência institucional que escalou para ataques pessoais envolvendo o vereador Fernando, membro da base do prefeito e presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Disputa Institucional e Projetos "Engavetados"
Segundo Marcos Combate, o conflito iniciou-se devido a uma questão de ordem legislativa. O vereador denunciou que pareceres estariam sendo feitos "em cima da hora" para priorizar projetos do Executivo, enquanto propostas de sua autoria estariam paradas há muito tempo.
O ponto central da discórdia foi o Projeto de Lei 1427/2026, que cria e regulamenta o funcionamento do Conselho Municipal e trata da alimentação escolar. Combate solicitou que a matéria fosse enviada à Comissão de Educação para uma análise técnica mais aprofundada, argumentando que o tema é sério e envolve a merenda das crianças.
"Quando tem interesse do Executivo, só passa pela comissão da CCJ. Então gostaria de analisar isso aqui", afirmou o vereador durante a sessão, trecho reproduzido em seu vídeo de resposta. Ele classificou sua discordância como estritamente institucional.
Ataques Pessoais e Defesa da Honra
O clima na plenária teria se alterado quando, segundo Combate, o vereador Fernando teria se exaltado e trazido questões da vida privada de Combate para o debate público, citando dívidas e problemas financeiros.
"Infelizmente o colega se alterou e trouxe a minha vida pessoal para o plenário. Falou de contas, de dívidas e de questões privadas", relatou Combate.
Em sua defesa, o vereador enfatizou sua trajetória de mais de 20 anos no segmento empresarial. Ele exibiu imagens de suas empresas e de funcionários para sustentar que gerou mais de mil empregos no estado de Rondônia.
"Eu sou empresário, sou pai de família. Tenho orgulho da minha história. Ao longo da minha vida empresarial, gerei mais de 1 mil empregos. Famílias que colocaram comida na mesa, pagaram aluguel e faculdade dos filhos", declarou.
Combate foi enfático ao negar envolvimento em atividades ilícitas frequentemente associadas a políticos, como jogos de azar (citando implicitamente os "jogos do tigrinho"), agiotagem ou uso de "laranjas" para ocultar bens.
"Na minha vida pública, eu afirmo sem medo: minha trajetória é limpa. Nunca tive vantagem com a prefeitura, não mexi com dinheiro público, não tenho envolvimento com jogos de azar e nem com agiotagem", garantiu.
"Preço da Independência"
O vereador atribuiu os ataques ao fato de não fazer parte da base governista. Ele mencionou que esta não é a primeira vez que sua honra é atacada, citando publicações de blogs que já o acusaram de não pagar pensão e de traição, fatos que ele classifica como perseguição por defender o que é certo.
"Estou pagando um preço alto por não ser base da prefeitura. Acredito que estou cumprindo uma missão dada por Deus: defender os mais vulneráveis", disse.
Ao final da manifestação, Marcos Combate fez um apelo ao respeito institucional, lembrando que seu oponente na sessão também é um trabalhador (policial militar) e que divergências políticas não deveriam resultar em ofensas pessoais.
"O respeito institucional precisa prevalecer, mesmo diante das divergências. Eu sou Marcos Combate, vereador independente", concluiu, encerrando o vídeo com uma continência.
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