A mobilização da cúpula ministerial ocorre depois de uma série de ocorrências graves registradas em institutos de ensino superior, incluindo um incêndio de grandes proporções que atingiu a Universidade Federal de Pernambuco e gerou prejuízos financeiros estimados em R$ 100 milhões. Enquanto a Polícia Federal já instaurou inquérito específico para apurar as causas materiais do fogo no campus pernambucano, o MEC identificou a necessidade de desdobrar frentes investigativas para coagir ameaças virtuais disseminadas na internet.
Além do caso na unidade pernambucana, a Universidade Federal Fluminense ainda reportou formalmente a recepção de conteúdos intimidatórios por meio de plataformas digitais e aplicativos de mensagens nesta quinta-feira (8). As mensagens relatadas continham incitações a atos de violência extrema, menções a novos incêndios em instalações universitárias e ameaças de agressão física contra estudantes no decorrer de a realização de mobilizações e debates políticos.
O ministro ressaltou que o monitoramento constante executado em conjunto com as administrações universitárias permite acionar imediatamente os canais especializados de inteligência policial. Para a pasta, a atuação integrada com a Diretoria de Crimes Cibernéticos é indispensável para preservar a integridade física de alunos, professores e técnicos, garantindo que as universidades preservem sua essência como ambientes plurais e democráticos de livre expressão.
Qual setor específico da Polícia Federal será acionado pelo Ministério da Educação diante das novas denúncias?
A pasta federal recorrerá à Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos para conduzir as apurações digitais.
Quais instituições federais de ensino superior foram alvos recentes de episódios graves e denúncias de ameaças?
O Ministério da Educação monitora ocorrências críticas registradas na Universidade Federal de Pernambuco e na Universidade Federal Fluminense.
Qual é a principal preocupação manifestada pela gestão da pasta ministerial em relação ao cenário atual?
O ministro ressaltou o temor de que ocorra uma escalada de violência e de danos contra o patrimônio público e a comunidade acadêmica.
Com informações de Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil
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